segunda-feira, 23 de abril de 2012

Leasing e consórcio

Formas alternativas de pagamento podem trazer vantagens em relação ao tradicional financiamento.
O financiamento não é a única forma de comprar um carro a prazo. O mercado oferece também o leasing e o consórcio, produtos não tão populares devido à abundância da modalidade de financiamento. Mas, em algumas ocasiões, eles podem esconder um bom negócio para você. O leasing não é a rigor um financiamento, mas sim uma espécie de aluguel, no qual quem aluga tem a opção de comprar o bem ao fim do contrato. Na prática, é o banco que compra o automóvel, que fica em seu nome enquanto o arrendatário pagar um aluguel mensal por um período pré-determinado – pelo menos dois anos. Esse “aluguel” pode ser mais barato que os juros do financiamento em alguns casos, tornando o leasing uma opção mais interessante, embora com algumas restrições.
A vantagem do leasing são as parcelas menores e é indicado para quem não consegue dar entrada já que, em alguns casos, o banco arrenda 100% do bem, e quer ter prazos longos. Além disso, o leasing não é considerado empréstimo e, assim, as linhas de crédito do cliente permanecem inalteradas. No entanto, a grande desvantagem é que, como o automóvel fica no nome do banco, em caso de atraso nas parcelas, o cliente pode perder o bem mais facilmente.
O consórcio – como o cheque pré-datado – é uma invenção brasileira. Ele consiste em um grupo de pessoas que se une para pagar um valor mensal por uma quantidade de meses previamente determinada e adquirir o veículo. A vantagem é que não há juros, uma vez que as administradoras de consórcio, fiscalizada pelo Banco Central, não visam lucro.
O consorciado ou cotista se auto-financia e precisa pagar apenas a taxa de administração e o fundo de reserva, que garantem a contemplação da carta de crédito ao sorteado. Os participantes do consórcio podem antecipar o recebimento do crédito, que posteriormente é utilizado no veículo, por meio de um lance ou de sorteios.
Existem duas maneiras de participar de um consórcio: por meio de grupo em formação ? a administradora ainda está reunindo as pessoas para determinar o crédito e o tempo ? e os grupos já formados ? por meio de aquisição ou transferência de cota. Aqui, o consorciado precisa quitar, de alguma maneira, o valor já pago pelo cotista anterior.
A desvantagem é que não se usufrui do automóvel desde o início do pagamento, já que os prêmios são contemplados por meio de sorteio. Dessa forma, essa é uma modalidade indicada para quem não precisa do veículo na hora.

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